McQueen celebra uma feminilidade livre e indomável na campanha Primavera-Verão 2026

Fotografada por Harley Weir, a nova campanha da Alexander McQueen reúne cinco mulheres incandescentes que traduzem a força criativa e a tensão estética no coração da maison

Há na nova campanha Primavera-Verão 2026 da Alexander McQueen uma sensação de calor que ultrapassa a luz. Trata-se de uma energia quase telúrica, primitiva, que percorre cada imagem como um sopro ancestral. A paisagem parece queimada, marcada por uma intensidade que não destrói, mas revela. Em meio a um claro-escuro crepuscular, emerge uma força crua, pulsante, capturada pelo olhar preciso da fotógrafa Harley Weir.

Diante e atrás das câmeras, cinco mulheres formam uma comunidade magnética movida pelo desejo de expandir a cultura, desafiar contornos impostos e abraçar a complexidade. A cenografia, concebida pela premiada designer de produção Shona Heath, constrói um ambiente atmosférico onde névoa e matéria mineral se encontram, fundindo rusticidade e sofisticação urbana em tensão permanente.

No centro dessa visão está o diretor criativo Seán McGirr, que identifica na campanha uma verdade essencialmente McQueen. A potência apresentada não é caótica, mas controlada. Existe um diálogo constante entre instinto e rigor, entre natureza bruta e precisão de alfaiataria, relação que sempre definiu a identidade da casa fundada por Alexander McQueen.

Os rostos escolhidos para esta temporada traduzem diferentes formas de incandescência. Alex Consani, eleita Model of the Year pelo British Fashion Council, imprime presença disruptiva e questiona padrões estabelecidos. Amy Taylor, vocalista da banda punk Amyl and the Sniffers, adiciona energia visceral e frontal à narrativa. Caroline Polachek surge com sua sensibilidade experimental que cruza o clássico, o eletrônico e o pop, enquanto Celeste explora camadas emocionais que transitam entre dor e cura. A modelo Sora Choi completa o elenco com sua silhueta andrógina e olhar insubmisso, irradiando energia subversiva.

Juntas, elas constroem um retrato intenso e quase confrontador. Poeira e cetim coexistem, sombra e brilho se alternam, selvageria e disciplina dialogam em equilíbrio tenso. A campanha não apresenta apenas roupas, mas encena uma combustão interior que reafirma a feminilidade como força autônoma, ardente e impossível de conter.

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