Das esculturas em ouro gravadas à mão aos mostradores em esmalte grand feu, as grandes maisons transformam o calendário chinês em palco de edições limitadas que já nascem como objetos de desejo — e investimento.
Gong Xi Fa Cai. Com a chegada do Ano do Cavalo no calendário lunar, a indústria da alta-relojoaria acelera o passo e transforma tradição milenar em peças de colecionador que unem virtuosismo artesanal, simbolismo oriental e cifras que ultrapassam a casa dos seis dígitos. Em 2026, as marcas não apenas celebram o sétimo signo do zodíaco chinês — elas disputam, em ouro, esmalte e carbono forjado, a atenção de um público global ávido por exclusividade.

A Vacheron Constantin mantém sua tradição com o Legend of the Chinese Zodiac – Year of the Horse, limitado a 25 exemplares em platina ou ouro rosa. Dentro da caixa de 40 mm, o Calibre 2460 G4 exibe horas e minutos saltantes, enquanto o mostrador revela um cavalo tridimensional gravado à mão, aplicado sobre esmaltação grand feu multicolorida. O preço é sob consulta — um código elegante para dizer que estamos no território das grandes complicações artesanais.

Já a Oris aposta na força cromática do vermelho, cor-símbolo de prosperidade na cultura chinesa, em uma edição limitada a 88 peças equipada com o Calibre 113 de manufatura, famoso por sua reserva de marcha de 10 dias. O detalhe lúdico fica por conta de dois pequenos cavalos que indicam o nível de energia do movimento. Preço: cerca de US$ 8.000.

Surpreendendo os puristas, a TAG Heuer apresenta o Carrera Chronograph Year of the Horse em caixa Glassbox de 39 mm. O mostrador champagne rosé recebe acentos vermelhos vibrantes e o caractere chinês “马” substitui o número sete no disco de data, referência direta à posição do cavalo no zodíaco. Limitado a 250 unidades, custa aproximadamente US$ 8.150.



No campo das artes decorativas mais ousadas, a Arnold & Son lança o Perpetual Moon 41.5 “Year of the Horse”, restrito a apenas oito peças. O cavalo gravado manualmente contrasta com um fundo em aventurina negra salpicado de Super-LumiNova, dialogando com a fase da lua superdimensionada. Valor estimado: US$ 79.900.
No campo das artes decorativas mais ousadas, a Arnold & Son lança o Perpetual Moon 41.5 “Year of the Horse”, restrito a apenas oito peças. O cavalo gravado manualmente contrasta com um fundo em aventurina negra salpicado de Super-LumiNova, dialogando com a fase da lua superdimensionada. Valor estimado: US$ 79.900.

A Swatch democratiza a celebração com o modelo Riding the Clouds, criado em parceria com o artista Yu Wenjie. Inspirado em pinturas clássicas em rolo, o relógio traz dois cavalos — preto e branco, evocando yin e yang — galopando entre nuvens estilizadas. Preço acessível: US$ 105.

Entre as complicações raras, a Blancpain apresenta o Villeret Calendrier Chinois Traditionnel 2026, com mostrador em esmalte salmão grand feu e caixa maciça de platina com 45,2 mm de diâmetro. O Calibre 3638 exibe o calendário chinês completo com corretores sob as asas da caixa. A edição limitada de 50 peças ultrapassa US$ 107.000.

Mais discreta, a Longines aposta em um mostrador vermelho fumê na Master Collection Year of the Horse, limitada a 2.026 unidades. Sem cavalos visíveis no dial, o tributo aparece no rotor gravado. Preço aproximado: US$ 3.400.

Com estética contemporânea, a Hublot lança o Spirit of Big Bang Year of the Horse Frosted Carbon, em edição de 88 peças. O cavalo surge em marchetaria de carbono forjado, técnica que alinha fragmentos do material manualmente dentro de uma moldura dourada. Valor: cerca de US$ 39.800.



No extremo do luxo artístico, a Girard-Perregaux impressiona com o La Esmeralda Tourbillon “A Secret” Eternity Edition, limitado a 18 unidades. Inspirado em um relógio de bolso de 1889, combina esmaltação champlevé, gravação manual e o icônico tourbillon de três pontes em ouro. O preço, próximo de US$ 469.000, posiciona a peça como joia mecânica.

Por fim, a Jaeger-LeCoultre revisita seu clássico Reverso Tribute Enamel Horse, restrito a 10 exemplares. Em ouro rosa com esmaltação negra grand feu, o verso revela um cavalo gravado à mão, transformando o estojo reversível em moldura artística.


Entre tradição e estratégia comercial, o Ano do Cavalo confirma como o calendário lunar se tornou um dos momentos mais aguardados pela alta-relojoaria. Mais do que marcar o tempo, essas edições limitadas narram histórias de herança cultural, excelência artesanal e desejo global — uma corrida em que cada segundo vale ouro.



