Valentino aposta no poder das bijoux maximalistas

Um olhar sobre os acessórios exuberantes que dominam a nova fase da maison sob direção criativa de Alessandro Michele

Na nova era da Valentino, os acessórios deixaram de ser coadjuvantes para se tornar protagonistas absolutos. Entre rendas, camadas e referências históricas, um elemento se destaca com força nas coleções recentes da maison: as bijoux maximalistas. Brincos monumentais, colares escultóricos, broches ornamentados e pulseiras exageradas transformam cada look em uma espécie de relicário contemporâneo.

Sob o olhar criativo de Alessandro Michele, a Valentino mergulha em uma estética que celebra o excesso e a narrativa visual. As bijoux aparecem como peças quase teatrais, muitas vezes com volumes dramáticos, pedrarias coloridas, pérolas oversized e metais trabalhados que lembram joias antigas encontradas em mercados de antiguidades ou em arquivos aristocráticos. Não se trata apenas de adornar o corpo, mas de construir uma identidade visual rica, carregada de simbolismo e memória.

Essa abordagem dialoga diretamente com a linguagem estética que Michele consolidou ao longo de sua carreira, marcada por uma mistura de romantismo, excentricidade e referências culturais que atravessam décadas. Na Valentino, essa visão ganha nova dimensão: os acessórios são pensados para competir com as roupas — e muitas vezes até dominá-las.

Os brincos, por exemplo, surgem em escalas quase escultóricas, tocando o pescoço ou se espalhando pelos ombros. Já os colares aparecem em múltiplas camadas, combinando correntes, medalhões, cristais e amuletos. Broches reaparecem como elementos centrais, presos em casacos, vestidos ou até agrupados em composições inesperadas.

Essa valorização das bijoux também reflete um movimento mais amplo na moda contemporânea. Em um momento em que a expressão individual ganha protagonismo, os acessórios maximalistas funcionam como declarações visuais imediatas — peças capazes de transformar completamente um look simples.

Na Valentino de Alessandro Michele, o maximalismo não é apenas um gesto estético, mas uma atitude. As bijoux deixam de ser detalhes e se tornam narrativas portáteis, carregadas de fantasia, história e personalidade. Em tempos de minimalismo saturado, o excesso volta a seduzir — e na Valentino ele brilha, literalmente.

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