Roger Vivier transforma a alta-costura em arte com L’Atelier des Papillons

A Maison francesa apresenta sua coleção Pièce Unique Outono-Inverno 2026/27, onde borboletas, savoir-faire e imaginação se encontram em criações que transcendem o tempo.

Durante a Semana de Alta-Costura de Paris, Roger Vivier revelou L’Atelier des Papillons, a mais recente expressão de sua linha Pièce Unique para o Outono-Inverno 2026/27. Concebida por Gherardo Felloni, a coleção surge como uma celebração da excelência artesanal, reafirmando a capacidade da Maison de transformar acessórios em objetos de contemplação. Apresentada nos salões da Maison Vivier, a proposta mergulha no universo da alta manufatura, onde cada detalhe é executado com a precisão e a sensibilidade de uma obra de arte.

Nesta temporada, a narrativa de Pièce Unique ganha um novo capítulo ao trazer o sapato de volta ao centro da criação. Após explorar bolsas preciosas e peças bordadas, a Maison retorna às suas origens e reposiciona o calçado como protagonista de seu legado. Escarpins Choc e sneakers passam a integrar a coleção em versões únicas, produzidas através de processos artesanais que podem exigir mais de uma centena de horas de trabalho. O resultado são criações que desafiam a lógica da moda sazonal e se aproximam do universo da coleção permanente, concebidas para atravessar gerações.

No coração da coleção está a borboleta, um dos símbolos mais emblemáticos da história de Roger Vivier. Presente desde os anos 1950 nas criações do fundador da Maison, o motivo reaparece reinterpretado através do olhar contemporâneo de Felloni. Pérolas bordadas à mão, organzas tingidas artesanalmente, plumas pintadas, cristais, metal esculpido e aplicações em macramê dão vida a uma constelação de borboletas, cada uma com identidade própria. Em vez de reproduzir o passado, a coleção propõe uma evolução poética do arquivo, transformando memória em movimento.

A riqueza de L’Atelier des Papillons se revela em uma série de temas que exploram transparências, volumes escultóricos e bordados tridimensionais. Entre os destaques está o Efflorescence Jewel, que se torna palco para demonstrações extraordinárias de virtuosismo artesanal, além de peças como o gilet Légère e a bolsa Écrin aux Papillons, cuja construção exige dezenas de horas de trabalho manual. Mais do que uma coleção, Roger Vivier apresenta uma reflexão sobre o valor do tempo, da beleza e da criação humana em sua forma mais refinada, reafirmando que o verdadeiro luxo continua sendo aquilo que não pode ser reproduzido.

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