Antropofagia Fashion: quando marcas devoram marcas

Por Ale Monteiro

Texto de Ale Monteiro

“A moda devora a si mesma”
Representação simbólica da identidade consumida. Uma figura humana marcada por logotipos que se fundem e dilaceram a pele — a estética como campo de batalha.

A antropofagia como lente do mercado

No universo da moda, onde estética e mercado caminham lado a lado, um movimento cada vez mais perceptível tem se intensificado: a antropofagia corporativa. Inspirado no conceito cultural brasileiro que defende a assimilação do outro como forma de fortalecimento, o termo ganha uma conotação mais crua e literal no cenário atual. O que vemos é uma verdadeira canibalização de marcas, onde as gigantes devoram as menores, muitas vezes apagando identidades construídas com suor, criatividade e história.

“O que vemos é uma verdadeira canibalização de marcas — onde as gigantes devoram as menores.”

A guerra silenciosa dos conglomerados

Essa “fome de mercado” não é nova, mas assume hoje contornos mais agressivos. Não se trata apenas de aquisição comercial. É uma guerra silenciosa de poder simbólico e territorial. Marcas com grandes investimentos, estruturas robustas e presença global incorporam outras menores, não para coexistir, mas para dominar o espaço que elas ocupam.

Quando a diversidade vira paisagem homogênea

O resultado? Uma paisagem de moda cada vez mais homogênea, onde a diversidade de narrativas dá lugar a conglomerados que ditam tudo: do corte ao comportamento.

‘“Uma paisagem de moda cada vez mais homogênea, onde a diversidade de narrativas dá lugar a conglomerados.”’

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