Versace revela para a Primavera-Verão de 2026 uma campanha coral onde a sensualidade, livre de qualquer obstáculo, se torna uma linguagem comum
Há, na campanha Versace Primavera-Verão 2026, uma vibração coletiva que vai além da imagem para tocar a atitude. Subvertendo a tradição pela sensualidade que define a Casa, ela se oferece como uma comunidade encarnada, um corpo plural capturado por três olhares visionários — Tania Franco Klein, Frank Lebon e Steven Meisel — reunindo gigantes, figuras estabelecidas e vozes do underground. Versace não mostra: ela convoca.
Três visões, uma única pulsação. As imagens se juntam para despertar um sentimento, uma maneira de ser, onde o gesto e a sensibilidade da coleção se desdobram sem discurso. Costura e rua colidem com irreverência, o divino flerta com o sujo, a elegância italiana se entrega a um impulso ultrajante. Uma linguagem tácita é inventada, feita de atritos assumidos e intimidade intransigente.


Esta abordagem prolonga Versace Embodied, iniciada em setembro, quando a Casa iniciou um diálogo com forças culturais para dar corpo à sua expressão radical. Aqui, a essência de Versace é dita em voz alta: o glamour frontal de Steven Meisel, que imortaliza poder e sedução; a intimidade crua de Frank Lebon, atravessada pelo analógico e pelo acidente; o poder cinematográfico de Tania Franco Klein, onde desejo e performance se fundem em uma escuridão saturada.
Na frente e atrás da lente, a mesma intensidade reúne artistas, atletas, coreógrafos, escritores e atores — Drake Carr, Lexee Smith, Selena Forrest, Chu Wong, entre outros — livres de qualquer inibição. Sob a direção criativa de Dario Vitale, Versace compõe um coro indocil: uma intimidade compartilhada, uma expressão intransigente e a certeza de que o estilo, quando vivido, se torna comunidade.




