Após 150 anos de história e meio século do Royal Oak, a Audemars Piguet inaugura uma nova coleção que resgata a tradição da hora saltante com engenharia contemporânea.

Não é comum que uma das maiores casas da alta relojoaria mundial lance uma nova coleção. E o Neo Frame Jumping Hour surge em um momento emblemático para a Audemars Piguet.
Depois das celebrações de 150 anos da manufatura, dos 50 anos do Royal Oak e do encerramento da linha RD com o sofisticado RD#5, a marca precisava abrir um novo capítulo. E decidiu fazê-lo olhando para trás.
O Neo Frame não é apenas um relógio. É o primeiro calibre automático de hora saltante totalmente desenvolvido in-house pela AP — e o ponto de partida de uma nova família dentro da marca.
O peso da história
A inspiração vem de 14 relógios produzidos entre 1929 e 1930, incluindo a rara pré-referência 1271. Na época, essas peças mediam apenas 25 mm e já utilizavam exibição por janelas — algo extremamente avançado para o período.
A complicação de hora saltante remonta ao século XIX. Antoine Blondeau criou o conceito por volta de 1830. Josef Pallweber o popularizou com a IWC em 1883. Cartier lançou o Tank à Guichets em 1928. A própria AP utilizou o mesmo movimento LeCoultre em 1929.
Ou seja: não se trata de tendência recente — trata-se de continuidade histórica.
Como afirmou Ilaria Resta, CEO da Audemars Piguet:
“A hora saltante é uma complicação belíssima. Ela responde ao desejo contemporâneo por extrema simplicidade.”

Forma segue função
O novo calibre automático 7122, derivado da base 7121, apresenta salto rápido e preciso no topo da hora, sem efeito de rebote perceptível.
• Frequência: 4Hz
• Reserva de marcha: 52 horas
• Movimento automático
A caixa em ouro rosa 18k mede 34 mm de largura, 47,1 mm lug-to-lug e apenas 8,8 mm de espessura.
No pulso, veste de maneira semelhante a um Jaeger-LeCoultre Reverso — levemente mais largo, mas mais fino.


Legibilidade e design contemporâneo
Ao contrário do icônico Cartier Tank à Guichets, frequentemente criticado pela baixa legibilidade, o Neo Frame aposta em janelas ampliadas e tipografia art déco marcante.
O mostrador em safira com PVD cria profundidade e capta nuances de luz, enquanto a pulseira texturizada suaviza o formalismo da caixa em ouro.
A AP não está no negócio de reedições literais. Está no negócio de releituras estratégicas.

Posicionamento e mercado
Disponível como peça de produção regular, o Neo Frame Jumping Hour chega ao mercado por US$ 71.200.
Num cenário em que o ouro encarece e o Tank à Guichets ultrapassa US$ 140 mil no mercado secundário, a nova proposta da AP posiciona-se como competitiva dentro da alta relojoaria contemporânea.
Mais do que competir com Cartier ou Jaeger-LeCoultre, o Neo Frame fortalece o terceiro pilar da Audemars Piguet, ao lado do Royal Oak e do Code 11.59.
O Neo Frame não é apenas um relógio.
É um território criativo.
E talvez o mais interessante não seja o que ele é hoje —
mas o que ele pode se tornar.









