Na AMIRI, o luxo como um estilo de vida

Em Paris, AMIRI revela para o Outono-Inverno 2026-27 um guarda-roupa íntimo e habitado, onde a alfaiataria se torna linguagem pessoal e a Califórnia, uma emoção duradoura.

Há uma ideia persistente de verdade na AMIRI. Para o Outono-Inverno 2026-27, Mike Amiri retorna ao coração pulsante de sua casa: Los Angeles, a música e essa maneira tão particular de habitar a roupa como se vive uma vida. Apresentada em Paris, a coleção masculina e feminina está ancorada em uma intimidade assumida, longe da demonstração, próxima do sentimento.

Nesta temporada, a inspiração se move para as alturas suaves de Laurel Canyon. Refúgio mítico da era de ouro de Hollywood, depois um caldeirão da contracultura musical dos anos 1970, o bairro se torna uma metáfora: a de um luxo vivido, patinado, transmitido. Os ideais dessa década fundadora do estilo da Costa Oeste — liberdade, individualidade, mistura de gêneros — são reinterpretados à moda de hoje, em um vestiário inclusivo onde as peças circulam naturalmente entre todos os corpos.

A alfaiataria masculina, assinatura da casa, se liberta da solenidade. É usado como uma segunda pele: blazer jogado em um Henley, calças de terno combinadas com jeans, botas ocidentais favoritas para sapatos sábios. Não é um descontração, mas um senso de ocasião aplicado ao dia a dia. O formal nasce da performance, depois vai para a rua, sem nunca se tornar um traje.

Os materiais contam o longo tempo. O jeans é adornado com veludo flocado, os bordados pontuam sem pesar, como uma respiração na frase. Os ternos de namorado passam dela para ele, as malhas bordadas mudam de guarda-roupa, evocando um guarda-roupa compartilhado, amado, já vivido. Tudo parece ter uma memória, uma suavidade de uso, uma permanência.

Em torno dessas silhuetas articula-se uma gramática de clássicos americanos – jaquetas de oficial, couro, western wear, denim – enriquecida pelo know-how AMIRI. As cores, veladas de nostalgia, compõem uma paleta reconhecível: merlot profundo, bordô, sálvia, verde menta, azuis brilhantes. Uma conversa transatlântica se instala, ligando Paris a Laurel Canyon pelo fio do artesanato.

As peças icônicas evoluem sem se negar. As bolsas Honey e East-West Pouchette são reinterpretadas, a linha de óculos se expande, as icônicas botas ocidentais são recalibradas. Cada costura se torna decoração, cada detalhe, intenção. Nada deslumbra; tudo se revela. Quanto mais nos aproximamos, mais a emoção aflora.

O cenário do desfile estende essa visão: um interior recriado, mobiliado com objetos amados, patinados, como um salão idealizado de Laurel Canyon. AMIRI não convida você a assistir, mas a entrar. Para viver. Para compartilhar uma realidade sensível: a de um homem e uma mulher para quem a elegância não é uma performance, mas uma maneira de estar no mundo.

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